JURAMENTO DO ADMINISTRADOR!!

"Prometo DIGNIFICAR minha profissão, consciente de minhas responsabilidades legais, observar o código de ética, objetivando o aperfeiçoamento da ciência da administração, o desenvolvimento das instituições e a grandeza do homem e da pátria".



sábado, 15 de setembro de 2018

Redes sociais podem ajudar a conseguir emprego

Cuidar do perfil online é tão necessário quanto fazer um currículo
Fonte: Blog Vagas Profissões
Se você quer conseguir emprego mas nunca deu muita atenção para o que publica nas redes sociais – e o que é publicado pelas empresas – é bem provável que esteja perdendo boas oportunidades de conquistar uma vaga. Cada vez mais as empresas utilizam redes sociais para buscar determinados perfis profissionais. E também para dar uma espiadinha nos candidatos.
“As redes sociais ajudam em uma avaliação inicial e em uma busca mais rápida e objetiva de um perfil profissional”, afirma Mariciane Gemin, da Asap, consultoria de recrutamento e seleção. “Nossos consultores utilizam as redes para buscar informações sobre o histórico profissional dos candidatos”, diz ela.

O que os recrutadores buscam sobre você nas redes sociais

Essa prática de buscar referência pelas redes sociais está transformando várias etapas do recrutamento. Basicamente, os recrutadores buscam seu perfil online para:
  • Encontrar pessoas que possam dar referências sobre você;
  • Checar sua experiência e seu histórico profissional;
  • Buscar profissionais com perfil semelhante ao seu;
  • Avaliar seu comportamento online (o que você posta, quem você segue, como escreve etc).

Referências mais relevantes

Até pouco tempo, era comum que a empresa contratante pedisse para o candidato indicar uma ou duas pessoas que pudessem dar “referências sobre ele”. Mas, veja se faz sentido, quando a empresa pede para um candidato sugerir um ex-chefe ou colega, obviamente ele vai indicar alguém que fale muito bem dele. Ou não?
Com o uso das redes sociais, a empresa não precisa mais pedir indicações para o candidato. É o caso da Tecnisa. Como explica Marcello Zappia, do RH, a construtora utiliza redes sociais há muito tempo. “Começamos com o relacionamento com clientes, mas o RH, claro, pega carona em todas essas tecnologias”, diz ele. “Mapeando as conexões de um candidato, conseguimos fazer uma busca mais isenta de pessoas que possam falar sobre ele”, completa.
Sim, é isso mesmo. A empresa busca no perfil do profissional pessoas que trabalharam com ele, foram seus pares ou chefes, por exemplo, e entra em contato em busca de mais diversidade de opiniões.

Perfis semelhantes

Ainda em busca de referências, os recrutadores podem encontrar resultados inesperados. Zappia lembra de um caso interessante. Ao abrir uma vaga de gerente de contas, chegaram a uma pessoa mais sênior do que gostariam. “Já tinha cargo de gerência e o ideal seria contratarmos um coordenador que pudesse virar gerente na empresa”.
Mas o perfil do candidato era ótimo, a experiência que ele tinha também. Então, ao mapear as conexões, acabou sendo encontrando alguém com características semelhantes às dele, mas não tão sênior, exatamente como a empresa sonhava. “Contratamos um coordenador do candidato que não tinha sido promovido na antiga empresa e virou gerente aqui.”
A história é apenas um exemplo de como você pode ser encontrado por uma empresa nas redes sociais, mesmo quando não está procurando nada. Só não vale ficar neurótico querendo esconder suas conexões para não perder a oportunidade para o colega, ok?

Espiadinha profissional

Os especialistas confirmam que também virou rotina nos processos seletivos vasculhar nas redes sociais tudo o que puder contar pontos contra ou a favor de um profissional. “Se eu estiver recrutando um diretor, certamente irei até a página online dele para ver o que ele escreve, quem ele segue, por onde já passou.”
Zappia conta que já houve casos em que um candidato foi desclassificado na fase final do processo de seleção, exatamente nessa etapa da “espiadinha” online. “Fomos checar o perfil do finalista e vimos várias publicações que não eram alinhadas aos valores da empresa.”
Portanto, nunca é demais falar: tome cuidado com o uso que você faz de todas essas maravilhas tecnológicas. Enquanto você está apenas se divertindo e tentando impressionar os amigos, um recrutador pode estar de olho no seu perfil para saber se você é adequado àquela vaga com a qual você sonha há anos. Cuidar da sua reputação online é tão necessário quanto construir um excelente currículo.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A era das fábricas inteligentes está começando

A indústria mundial está diante de uma nova revolução, que será capitaneada por digitalização e cada vez mais automação. E isso vai mudar a relação de forças entre as nações. O Brasil está pronto para essa nova era?

Fábrica da BMW, em Leipzig, na Alemanha: 1 000 robôs trabalham na produção do primeiro carro elétrico da montadora (Jens Schlueter/Getty Images/)
Leipzig e São Paulo – A fábrica mais moderna da Europa em nada se parece com as descrições da U.S. Robots and Mechanical Men, a indústria inventada pelo americano Isaac Asimov, um dos maiores autores de ficção científica de todos os tempos.
Em vez do prédio sem graça e com paredes cinza  dos textos de Asimov, o edifício que abriga a produção de carros da BMW em Leipzig, na Alemanha, tem forma arredondada, é todo envidraçado e lembra um museu de arte moderna.
Pode não produzir robôs, como a imaginária U.S. Robots and Mechanical Men, mas, na linha de montagem do i3, o primeiro modelo elétrico da BMW, tudo parece futurista. Não há barulho nem sequer faíscas. Como em uma dança sincronizada, braços mecânicos levantam carcaças, juntam pedaços e ali mesmo fazem testes de qualidade.
indústria automobilística está entre as mais robotizadas do mundo, mas ainda assim a unidade mais moderna da BMW, com seus mais de 1 000 robôs, é um caso à parte. Os funcionários, todos de colete azul, acompanham tudo a distância pelas telas de computadores.
Os seres humanos só supervisionam o trabalho das máquinas. A unidade de Leipzig é uma prévia do futuro das fábricas. “Estamos no estágio inicial de uma mudança tão profunda na manufatura como aquela provocada pela Revolução Industrial”, afirma Erik Brynjolfsson, professor de tecnologia da informação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Junto com Andrew McAfee, também professor do MIT, Brynjolfsson é autor do livro A Segunda Era das Máquinas, com previsão de lançamento no Brasil para até o fim do ano e aclamado como a nova bíblia das tendências do setor industrial.
Para McAfee e Brynjolfsson, que teve uma conversa em junho com o presidente americano, Barack Obama, para discutir o tema da competitividade, o setor produtivo mundial está num processo movido por três forças: o avanço exponencial da capacidade dos computadores, a imensa quantidade de informação digitalizada e novas estratégias de inovação.
O progresso computacional fez com que as máquinas ficassem muito mais potentes, ágeis e, sobretudo, baratas. Em 1985, o computador mais rápido do mundo era o Cray-2, que custava 30 milhões de dólares. Em seus anos de glória, foi utilizado para pesquisas em energia atômica.
Hoje, um iPad tem capacidade de processamento superior à do Cray-2. Na última década, o preço de alguns modelos de sensores usados nos aparelhos eletrônicos caiu 85%. Na indústria, em geral, e no caso específico da fábrica da BMW, em Leipzig, essa tendência pode ser sentida pela forte expansão dos robôs.
Em 2013, as vendas de robôs industriais no mundo foram recorde: 179 000 unidades. A popularização é resultado do preço em queda e das novas habilidades que eles estão ganhando. De acordo com um estudo da consultoria americana McKinsey, o preço dos robôs vem caindo 10% ao ano nas últimas décadas. E a produtividade deles está aumentando.
Dependendo do tipo de aplicação, os modelos mais novos são 40% mais rápidos do que os das gerações anteriores. Máquinas de alta destreza que hoje são vendidas a 150 000 dólares deverão custar metade desse valor até 2025.
A segunda característica dessa nova era industrial é a imensa quantidade de informação digital disponível. A concepção dos produtos, o design, os testes com novos materiais, os protótipos, a arquitetura da fábrica, a organização da linha de produção, o estoque de materiais, o manual de um equipamento, tudo é digital.
Isso permitiu criar e operar ambientes fabris virtuais em sincronia com a unidade física. Os ganhos já são visíveis antes mesmo de os primeiros produtos ficarem prontos.
Nas montadoras de automóveis ToyotaFiat e Nissan, o tempo de desenvolvimento de um novo modelo caiu até 50% a partir do momento que designers e engenheiros passaram a usar informações digitalizadas e testes virtuais de peças.
Na fabricante de aviões Embraer, os operários responsáveis pela produção do jato Legacy 500, em São José dos Campos, no interior paulista, começaram a treinar, de forma virtual em 3D, o que fariam no chão de fábrica um ano antes do início da produção. O projeto teve 12 000 horas de testes antes de a aeronave fazer a primeira decolagem.
Defeitos que eram detectados somente com o avião no ar foram resolvidos ainda na fase de preparação. Na linha de montagem, os operários usam computadores e tablets. Em caso de dúvida, há sempre um vídeo para explicar como colocar uma peça. Com todos os ganhos da digitalização, o tempo de montagem já caiu 25%.
“Assim como os smartphones facilitaram a vida das pessoas, o uso de computadores e tablets está revolucionando o chão de fábrica”, diz Marco Túlio Pellegrini, presidente do segmento de aviação executiva da Embraer. 
Os computadores mais potentes e a digitalização são tendências já amplamente visíveis em alguns segmentos da indústria. Mas a nova era das máquinas também deverá ser movida por avanços na área de inovação que ainda estão em gestação. Uma das tendências mais promissoras é a inovação colaborativa.
Pessoas sem nenhum contato com a indústria poderão recombinar tecnologias existentes e fazer contribuições nas áreas de design, novos materiais, gestão e produção. Algumas empresas já estão dispostas a apostar nessa estratégia.
Em novembro, a companhia de tecnologia IBM criou um fundo de 100 milhões de dólares para impulsionar a inovação tendo como base a plataforma do supercomputador Watson, famoso por ter vencido competidores humanos num programa de quiz da TV americana. Pela primeira vez, a tecnologia de inteligência artificial da IBM ficou disponível para a criação de novos aplicativos e novos negócios.
O acesso à plataforma do Watson será gradual e começou com startups que submeteram à IBM projetos de aplicativos focados em diferentes setores. Em junho, a americana Tesla, fabricante de carros elétricos da Califórnia e considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo, anunciou que abriu todo o seu portfólio de 160 patentes para outros inventores.
“Hoje em dia as patentes servem apenas para abafar a inovação”, escreveu Elon Musk, presidente da Tesla, em seu blog ao comunicar a decisão. O objetivo de Musk é que, com mais gente usando as tecnologias criadas pela Tesla, novas ideias surjam e ajudem a criar mais mercado para o ainda tímido segmento de carros elétricos. 
Transformações incrementais fazem parte da história das fábricas desde o seu nascimento. O que mais impressiona hoje, além da extensão das mudanças, é o ritmo frenético. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no século 18, demorou mais de 100 anos para ganhar uma escala global. As máquinas a vapor levaram sete décadas para dobrar sua produtividade.
Em apenas 15 anos, a popularização dos computadores e da internet já deixou um rastro de transformação. É essa revolução que agora está invadindo o chão de fábrica. Embora seja um fenômeno mundial, ele é mais presente nos Estados Unidos e na Europa — e isso tem uma explicação.
Durante boa parte das duas últimas décadas, a manufatura dos países ricos se deslocou em direção ao mundo emergente em busca de custos mais baixos. Foi esse movimento que transformou a China na fábrica do mundo.
O modelo Made in China reinou absoluto enquanto o país tinha uma vasta reserva de mão de obra qualificada a preços irrisórios. Mas, nos últimos dez anos, os custos trabalhistas chineses aumentaram quase 190%.
Nesse mesmo período, a pressão política para que as empresas voltassem a produzir em seu país de origem aumentou devido à crise econômica. No caso específico dos Estados Unidos, houve ainda a queda do preço da energia em razão da exploração do gás e do petróleo de xisto.
A China continua tendo um dos mais poderosos parques fabris do mundo, mas a lista de empresas que estão promovendo o que está sendo chamado de renascimento da indústria nos países ricos inclui nomes como as europeias Philips e Zara, e as americanas Apple, GE, Ford e Whirlpool.
“Quando essas companhias voltam para casa, abrem fábricas com a tecnologia mais avançada que existe para se manter competitivas”, diz Terry Hannon, vice-presidente de estratégia da fabricante de robôs Adept Technology, com sede em Pleasanton, na Califórnia. Fábricas automatizadas e robotizadas significam indústrias com cada vez menos gente.
Esse dilema é antigo. Quase três décadas de desindustrialização eliminaram 6 milhões de postos de trabalho industriais nos Estados Unidos — fazendo com que o emprego nas fábricas atingisse o patamar dos anos 40. Mesmo com o retorno das indústrias, essa parece ser uma tendência sem volta.
Há um ano, a Philips construiu uma fábrica de barbeadores elétricos na Holanda com 126 robôs e algumas dezenas de pessoas. “Os empregos que envolvem funções repetitivas vão desaparecer rapidamente nos próximos anos”, diz o economista Michael Spence, ganhador do Prêmio Nobel e professor da Universidade de Nova York.
Nos países ricos, estima-se que 25% de todas as funções na indústria deverão ser substi­tuídas por tecnologias de automação até 2025. No mundo, a estimativa é que 60 milhões de postos de trabalho em fábricas sejam limados. 
Fábricas Inteligentes
Entre os países ricos, a Alemanha aparece como exceção. Primeiro, porque suas indústrias sempre mantiveram uma presença forte na Europa. Segundo, porque há uma promissora coalizão entre governo, empresas, universidades e associações de classe para tentar garantir a competitividade local.
Criado em 2012, o projeto Indústria 4.0 tem como foco pesquisas sobre o que se convencionou chamar de fábricas inteligentes. Nelas, linhas de montagem e produtos “conversam” ao longo do processo de fabricação. Unidades em diferentes lugares também trocam informações de forma instantânea sobre compras e estoques.
“Numa fábrica inteligente, trabalhadores, máquinas, produtos e matérias-primas se comunicam de forma tão natural quanto pessoas numa rede social”, diz Henning Kagermann, diretor da Academia Alemã de Ciência e Engenharia, uma das entidades que lideram o projeto Indústria 4.0. A estimativa é que, em 20 anos, boa parte da indústria alemã tenha adotado esse padrão de produção.
Hoje, o país já conta com alguns exemplos de fábricas inteligentes. Na unidade de equipamentos eletroeletrônicos da Siemens, em Amberg, as linhas de produção não lembram em nada as tradicionais, que repetem continua­mente a manufatura da mesma peça.
Sem a interferência de funcionários, máquinas que operam 24 horas por dia fabricam 950 diferentes componentes que são encomendados pelo sistema. A automação extrema leva a um baixíssimo índice de de­feitos — um estudo da consultoria americana Gartner em Amberg registrou 15 peças com defeito a cada 1 milhão produzido.
“Não são apenas a competição e o aumento de custos que estão exigindo mudanças na manufatura”, diz Sieg­fried Russwurm, presidente mundial da divisão industrial da Siemens. “O ciclo de vida da tecnologia está se reduzindo e as demandas por uma produção sob medida estão aumentando.”
A fábrica inteligente da Siemens é um laboratório para criar plataformas de automação que depois são vendidas. A empresa forneceu ­para a montadora Volkswagen um soft­ware que cria um ambiente fabril virtual. Modernizada, a linha de produção digitalizada aumentou 30% a pro­dutividade e diminui 40% o consumo de energia.
Nas fábricas inteligentes, os destaques serão cada vez mais os robôs. A atual sensação no mundo da automação industrial é o Baxter, um robô de quase 2 metros de altura com dois braços e um monitor que faz as vias de uma cabeça.
Lançado em 2012 pela americana Rethink Robotics (um dos primeiros investidores da empresa foi Jeff Bezos, presidente do site de vendas Amazon), Baxter é um robô que se adapta ao ambiente de trabalho. Ele tem câmeras que permitem que objetos sejam vistos, sensores que captam a presença de pessoas e um software que aprende novas funções.
Seu preço inicial é 22 000 dólares. A perspectiva de sucesso do Baxter e do crescimento desse segmento está atraindo empresas de tecnologia que, até pouquíssimo tempo atrás, não mantinham conexão nenhuma com o universo de robôs.
Em 2013, por exemplo, o Google comprou oito empresas de robótica avançada — a mais famosa é a Boston Dynamics, que desenvolveu o robô com aplicações militares Big Dog (uma espécie de mula de carga que anda em terrenos acidentados e íngremes).
Defasagem tecnológica
Enquanto o mundo se prepara para essa nova Revolução Industrial, o Brasil parece não ter se dado conta dos imensos desafios que o cercam. Em 2013, o país comprou menos de 1 300 robôs industriais — a Coreia do Sul adquiriu 21 000, e a China, 37 000.
No Brasil, a idade média de máquinas e equipamen­tos é 17 anos — ante sete anos nos Estados Unidos e cinco na Alemanha. Numa era de imensos ganhos tecnológicos, as empresas brasileiras estão presas a tecnologias ultrapassadas, o que afeta diretamente a produtividade do país.
Essa defasagem tecnológica tem várias explicações. A primeira é que o Brasil ainda tem uma economia fechada. Com o mercado doméstico garantido, as indústrias instaladas aqui têm menos incentivos para investir em aumento de produtividade.
Não é coincidência que as empresas expostas à competição internacional, como a Embraer, são justamente as mais avançadas em termos de tecnologia.
“A indústria brasileira precisa estar inserida nos mercados globais para poder importar as melhores práticas”, diz Pedro Passos, fundador e sócio da fabricante de cosméticos Natura e atual presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.
Outra razão que inibe o investimento em tecnologia é o custo. Uma empresa brasileira gasta, em média, 37% mais do que uma companhia americana na aquisição do mesmo maquinário. A terceira razão é a burocracia.
Máquinas que trazem uma inovação tecnológica estão livres de impostos de importação, mas, para conseguir o benefício, a empresa precisa submeter o pedido ao governo, que, por sua vez, consulta as entidades patronais. O processo dura cerca de três meses.
Um estudo inédito sobre difusão tecnológica no Brasil produzido pelo Senai com os nove principais setores da indústria nacional mostra um quadro desalentador. Na área metal-mecânica, por exemplo, apenas de 10% a 30% do mercado deverá adotar robôs de soldagem e montagem nos próximos cinco anos.
“O problema é maior nas pequenas e médias empresas”, diz Marcello Pio, diretor de pesquisas do Senai. “Elas demoram até dez anos para adquirir uma tecnologia lançada hoje.”
As exceções estão nos setores mais dinâmicos da indústria. A Kepler Weber, fabricante de silos para armazenagem de grãos, está desenvolvendo um novo equipamento que responde automaticamente às mudanças de temperatura e umidade. Amplamente utilizada no exterior, a ferramenta elimina a necessidade de ter um técnico de plantão em cada armazém.
“Conheço produtores que perderam parte da safra porque o funcionário mexeu no botão errado e acabou torrando a soja que estava dentro do silo”, diz Anastácio Fernandes Filho, presidente da Kepler Weber. Outro canal de inovação no Brasil são as multinacionais, que trazem plataformas globais de produção.
No setor de gases industriais, a alemã  Linde adotou recentemente um sistema de gerenciamento remoto. De um centro de operações em Jundiaí, no interior paulista, cerca de 50 engenheiros operam 33 unidades na América Latina.
Se uma máquina apresenta um comportamento fora do padrão na unidade de Guayaquil, no Equador, ela é desativada por um clique no computador de um engenheiro em Jundiaí.
Isso fez com que as unidades da Linde, que antes tinham cada uma cerca de 20 funcionários, trabalhem agora com equipes de três pessoas. “Ao concentrar todos os especialistas no centro de operações em Jundiaí, aumentamos 30% nossa produtividade”, diz Max Amílcar, diretor da Linde.
Hoje, a unidade é referência da multinacional alemã no mundo e não para de receber visitas de estrangeiros curiosos em conhecer seus detalhes.  A Linde criou seu modelo de inovação e vem recebendo as recompensas por ele. Se quiser manter a relevância, a indústria brasileira terá de seguir o mesmo caminho. A competição com a mão de obra chinesa nas últimas décadas já causou estragos.
Sem preparação, a disputa com máquinas americanas e europeias poderá ser pior. Abraçar a inovação — seja ela um robô, um sensor ou o que vier pela frente — pode garantir um futuro para quem está cada vez menos relevante no presente.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Benefícios da Cloud para indústrias de manufatura

Quanto custa uma hora parada ou mais tempo da linha de produção de uma empresa para manutenção de máquinas que não estavam programadas? O valor do prejuízo é alto. Esse problema já pode ser previsto e solucionado com antecedência por meio de tecnologias fornecidas em Cloud Computing (Computação em Nuvem) para indústrias de manufaturas. São aplicações que monitoram em tempo real operações de chão de fábrica.
Esse é apenas um dos benefícios para as indústrias de manufatura com aquisição de Tecnologia da Informação (TI) em Nuvem. O setor é atualmente um dos mais pressionados por modernização para ganhos de competitividade. A demanda vem do consumidor conectado que quer produtos personalizados e mais baratos.
Com o novo comportamento do consumidor, empresas não poderão mais repassar o custo de sua ineficiência para a venda do produto final. A solução apontada pelo mercado para que as indústrias de manufatura revertam a situação é a digitalização das plantas para fabricação personalizada com gastos da produção em massa.
Alcançar esse objetivo não é algo simples, ainda mais no Brasil onde o parque industrial é antigo e está defasado em relação aos outros países. Um dos parâmetros é a densidade de robôs nas fábricas locais para automação de tarefas complexas, segundo dados da International of Federation of Robotics (IRF).
Para se ter ideia, no Japão, para cada fábrica com 10 mil trabalhadores há 320 mil robôs em operação. A mesma proporção na Alemanha é 280 máquinas desse tipo, nos Estados Unidos 150 e no Brasil 9 robôs. A indústria automotiva, é uma das mais automatizadas do País e a que mais investe nessa tecnologia.

TI em Cloud Computing para indústrias de manufatura

A pressão por produtos customizados a preços baixos, colocou o tema da transformação digital na pauta das indústrias de manufatura não apenas no Brasil. O debate é global e vem ganhando força com o conceito da Indústria 4.0, a quarta revolução industrial, após a descoberta da máquina a vapor, da eletricidade e da automação da produção com entrada de robôs nas linhas de montagem.
O movimento da Indústria 4.0 prega que as fábricas se tornem inteligentes com pouca intervenção humana. A ideia é que as plantas de manufatura sejam operadas quase que 100% por máquinas com sensores conectadas pela Internet das coisas (IoT). Nesse caso, a mão de obra física será remanejada para áreas mais estratégicas para os negócios, deixando atividades complexas e repetitivas para os robôs que podem trabalhar 24 horas continuamente.
Na Indústria 4.0, boa parte das máquinas das indústrias de manufatura vão funcionar com sensores de IoT com aplicações Cloud Computing integrando toda a cadeia de produção. Os ganhos com a digitalização são maior visibilidade do processo produtivo, otimização de recursos, redução de custos e maior eficiência operacional, entre outros.
As fábricas podem ganhar mais agilidade na redução dos custos com manutenção dos equipamentos do chão de fábrica. Aplicações de IoT em máquinas alertam sobre problemas antes que aconteçam. Combinadas com ferramentas de Big Data (que tratam informações com inteligência), armazenadas em Nuvem, essas tecnologias sinalizam quando um equipamento pode quebrar. Indicadores mostram o momento para troca de óleo, substituição de peças e revisão dos equipamentos antes que falhem e pare as linhas de produção, gerando perdas para os negócios.
As indústrias de manufatura podem contratar diversas soluções de TI em Cloud Computing para digitalizar suas fábricas. Entre as opções estão os sistemas de Manufacturing Execution Systems(MES), que controlam o chão de fábrica, conectados aos pacotes de gestão empresarial (ERP).
Outra ferramenta são os aplicativos de Product Lifecycle Management (PLM), que gerenciam o ciclo de vida do produto desde a sua concepção, passando pelo desenvolvimento e manufatura, até a sua chegada ao mercado.
As soluções contemplam também aplicações de fábrica digital, ambiente virtual para prototipagem e testes de produtos com simulações reais nos mesmos moldes das plantas físicas. Além de reduzir custos de desenvolvimento, os serviços em Nuvem encurtam o tempo de lançamento no mercado.
Ainda é possível contratar em Cloud Computing serviços de robôs inteligentes para automação de atividades nas indústrias de manufatura, diminuindo as barreiras de aquisição das modernas tecnologias para revitalização das plantas.

Vantagem das ofertas em Nuvem

A contratação de TI em Cloud Computing é uma aliada das indústrias de manufatura para enfrentar as pressões do mercado por competitividade. Pelo sistema, as fábricas podem contratar soluções para automação e digitalização de processos fabris sem precisar desembolsar grandes investimentos.
Na modalidade de TI como serviço, o pagamento é por uso. A vantagem é que as indústrias podem modernizar suas fábricas com projetos pequenos e crescer conforme os resultados alcançados.
Com essa facilidade, num futuro não muito distante, os chefes das fábricas passarão a ter o controle das plantas pelos smartphones de onde quer que estejam. As decisões serão tomadas com mais rapidez, aumentando a competitividade da indústria.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Cocô para biocombustível: Você Acredita!!


Quem diria que um produto pelo qual as pessoas sentem rejeição se tornaria um bem natural supervalorizado? Se depender dos cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA), é exatamente isso o que vai acontecer com o cocô ao ser transformado em combustível para automóveis.
O aluno David Wernick e seus colegas estão estudando uma forma de amenizar o impacto causado pelo desperdício de esterco no meio ambiente: por ano, os Estados Unidos produzem mais de 1 bilhão de toneladas de dejeto, que, ao ser eliminado, emite gases causadores do efeito estufa. A ideia consiste em modificar bactérias para que elas quebrem as proteínas do excremento de forma mais eficiente, assim ele poderá se tornar um concorrente direto dos combustíveis fósseis, que são baratos e abundantes até então.
Veja o que o próprio idealizador do projeto tem a dizer:



Energias renováveis são sempre bem-vindas para ajudar a proteger o meio ambiente. Você gostou da solução e acha que ela pode vingar? David Wernick é um bom exemplo de líder inovador e você pode ser um com a ajuda da nossa lição.

Fonte: Administradores.com

quinta-feira, 30 de março de 2017

7 passos para ter êxito em uma dinâmica de grupo

Confira algumas dicas


Para muitos candidatos as dinâmicas de grupo são desagradáveis, pois, os deixam desconfortáveis com as ações e jogos propostos pelo recrutador. Esse pensamento deve ser deixado de lado, pois é uma etapa muito importante do processo seletivo. Uma postura solícita e disposta aumenta as chances ter um resultado satisfatório nessa fase. Confira agora algumas dicas para ajudá-lo nesse momento do processo:

1. Fique de olho nos outros participantes.
Repare em como se comportam e como reagem às perguntas. Afinal, será com eles que você vai desenvolver a atividade, sendo assim identifique aqueles que possuem atitude de liderança. Tente juntar-se com os participantes que podem aportar algo às suas ações. Assim você conseguirá desempenhar um papel melhor durante a dinâmica.
2. Preste atenção às explicações sobre a atividade.
As orientações geralmente seguem um padrão e você deve estar atento para entender exatamente o que os recrutadores esperam de cada participante durante a atividade. É muito importante ter claro as ações que você vai executar nos próximos minutos.
3. Mantenha a calma, evite ser o centro das atenções.
Entenda que você está em grupo e os comportamentos observados valorizaram as relações de cada um em relação aos outros participantes. Observe os primeiros passos de todos, mesmo que você tenha dado a iniciativa ao trabalho.
4. Procure não demostrar desconforto em ser observado.
Não fique tenso se alguém escreveu algo logo após a sua ação. Pode ser positivo, por isso não sofra antecipadamente. Alguns observadores da dinâmica podem rir do que está acontecendo, devido algumas interações cômicas que podem suceder. Tente se concentrar nas suas ações e não deixar que fatores externos afetem o seu desempenho.
6. Seja participativo
Integre-se nas atividades de maneira solicita e procure falar apenas quando tiver certeza sobre o seu posicionamento, nem sempre os candidatos que mais falam são os que mais se destacam. Ajude o seu grupo a conseguir o melhor resultado em relação ao que foi pedido pelo coordenador. Procure ser decisivo para o desempenho do grupo. Desempenhe todos os papéis que você achar adequados, mas na dose certa e sempre focando o grupo. Não se esconda atrás do grupo, mas também não queira se destacar demais.
7.Faça uma breve avaliação da sua postura depois.
Após todo o processo, faça um checklist dos pontos em que você achou que se saiu bem e dos pontos que acha que poderia melhorar. Essa lista irá auxiliá-lo nos futuros processos de seleção. Tenha em mente que não é o resultado imediato do trabalho do grupo que valerá, mas a sua capacidade de reagir ao que está acontecendo, de escolher os comportamentos adequados e de desempenhar as ações solicitadas com competência e flexibilidade.

Fonte: http://www.infojobs.com.br/

quinta-feira, 23 de março de 2017

Perdendo o medo da entrevista de emprego


Portar-se de forma segura é elemento importante para se dar bem
Vergonha, timidez e medo de falar em público é um problema que muitas vezes atrapalha na hora da busca por um emprego.
É importante que a confiança esteja em suas palavras, como também em seus gestos, para que o recrutador, durante a entrevista de emprego, veja que está diante de alguém determinado e que irá trazer algo bom para a empresa.
medo entrevista
Deve-se sempre olhar no olho e nunca desviar o olhar ou olhar para o teto, isso torna a conversa pouco confiável. Segurança, no entanto, não é prepotência – a humildade também é uma virtude.
Ter medo é algo desnecessário e que você pode tentar encarar de uma outra forma, já que, se você chegou até essa etapa, deve, então, encará-la como uma grande oportunidade!
Para que você se livre de qualquer receio e tenha êxito, veja algumas dicas sobre o que NÃO devemos fazer e como se portar numa situação como essa:
Ao se comunicar verbalmente:
• Falar muito baixo ou muito alto.
• Falar muito depressa ou muito devagar.
• Falar com voz estridente.
• Falar em tom monótono, sem modulação.
• Usar muitos termos estrangeiros.
• Pronunciar incorretamente os termos estrangeiros.
• Ser repetitivo(a).
• Expressar-se sem objetividade e clareza.
• Usar termos técnicos para um público leigo.
• Usar argumentos inconsistentes e genéricos.
• Perder-se em detalhes.
• Utilizar vícios de linguagem, como: ‘Tá?’; ‘Né?’; ‘Ok?’; ‘Certo?’; ‘Entendeu?’; ‘Percebe?’; ‘É isso aí!’; ‘Tipo assim… ‘; ‘A gente’; ‘Acho que… ‘. A nível de “…
Ao manter a postura, não se deve:
• Manipular objetos (caneta, chaveiro, crachá, gravata etc.).
• Ajeitar constantemente os cabelos e os óculos.
• Coçar-se.
• Prender as mãos nas costas.
• Roer unhas.
• Cruzar os braços.
• Enfiar as mãos nos bolsos.
• Apoiar as mãos na cintura.
• Apoiar-se nos móveis.
• Olhar para o chão ou para o teto.
• Olhar muitas vezes para o relógio.
Dica:
Apresente-se em casa para os familiares ou amigos. Você também pode treinar sozinho em frente ao espelho. O importante é identificar quais deses erros está cometendo ao ser avaliado e treinar a forma correta de se colocar frente ao recrutador
Isso faz com que você se acostume aos movimentos corretos e chegue bem mais tranquilo e confiante à entrevista de emprego.
Boa sorte! :)

por 
http://www.empregos.com.br

quarta-feira, 15 de março de 2017

Não desanime! Cinco dicas para manter-se firme na busca por uma recolocação profissional.

Muitas vezes somos abatidos pelo cansaço quando estamos na busca por uma recolocação profissional e vamos nos distanciando do nosso foco, ficando a dúvida: “O que eu faço agora? ”. Não desanimar é o primeiro passo na sua busca por novos objetivos. Em um momento de crise, como o que o nosso país tem enfrentado, o medo de não conseguir uma recolocação no mercado de trabalho só aumenta com o passar dos dias. Para aliviar a tensão sofrida nesse momento e aumentar as chances de ter efetividade na busca e seleção de uma vaga de emprego, separamos algumas dicas para você. Veja abaixo:

Confie em seu potencial e força:
Neste momento é normal que fiquemos desanimados com a falta de resultados e por isso iniciamos um processo de autodesvalorização. Lembre-se de suas conquistas! Faça uma pequena lista com objetivos que desejava alcançar e conseguiu êxito. Faça um breve comparativo entre situação vivida no passado e os seus atos para o alcance desse objetivo. Aplique esses conhecimentos para o presente.
Diminua a pressão procurando novas ocupações:
Ficar em casa o dia inteiro pode não ser tão benéfico. Utilize esse momento de crise para dinamizar sua rotina. Continue a busca de emprego, mas também se dedique à novos projetos. Procure por cursos que possam enriquecer o seu currículo, caso não possua recursos para arcar com o curso desejado, você pode encontrar alternativas gratuitas que lhe auxiliaram também. O importante é não ficar parado ou deixar que a energia negative o contamine.
Cuide da sua aparência:
O desamino pode nos deixar desajeitados e esse desleixo refletirá negativamente em um processo de seleção. Imagine que em uma entrevista o recrutador procura, entres os candidatos disponíveis, aqueles que se mostram bem-dispostos e com vontade de trabalhar. Se o candidato nesse primeiro momento demonstra uma aparência cansada e sem cuidados, passará uma imagem de alguém que não está ligando para a vaga proposta. Por isso, é importante que você mantenha a alegria em cuidar-se, mesmo em momentos de estresse maior. Um candidato bem cuidado, demostra não apenas zelo e seriedade em sua aparência, mas ao mesmo tempo passa para a empresa a imagem de alguém que fará o mesmo pelo cargo pretendido.
Continue candidatando-se a vagas de emprego:
É importante seguir a busca pela vaga desejada incessantemente. Ainda que você não esteja recebendo respostas das empresas, não desista. É importante seguir candidatando-se às vagas. Utilizando o alerta de vagas do Infojobs, você será avisado através de uma notificação ou um e-mail, quando uma nova vaga é publicada.
Procure ajuda quando precisar:
Se estiver tendo dificuldades na realização do processo de busca, não excite em pedir ajuda. Converse com familiares, conte o que tem ocorrido. Nesse momento é importante que você procure manter a visão positiva. Não se deixe abater. Conte onde tem encontrado dificuldades e escute uma segunda opinião sobre o que você deve fazer. Caso possua recursos, contrate um serviço de coaching, eles lhe ajudaram a focar nos objetivos e traçar metas mais acessíveis as suas necessidades.

Mantenha o pensamento positivo e boa sorte!

Fonte: Infojobs